31 de ago. de 2010

Prisão dos Sonhos

Estou numa prisão
Condenada
Pelo assassinato 
De quem mais amei.


Passo meus dias vivendo
As mesmas coisas
O mesmo banho de sol
As mesmas pessoas
As mesmas conversas.


Talvez seja esse o terror
que a prisão causa
Aos fugitivos.
Não tive a mesma sorte que eles, estou
Presa.


Enfim, num certo dia, 
Sou chamada à sala de interrogatório,
Um carcereiro me leva
Sempre atento para que 
Eu não fuja.
Fugir pra onde?!


Como no conta da cartomante,
O caminho aparenta ser maior do que ele é,
A angústia possui o meu corpo,
E poucos metros podem virar quilômetros.


Chego...E de repente acordo,
Vejo que tudo aquilo
Não foi nada mais que
Meu melhor pesadelo, 
Afinal de contas,
Estou na escola.

Inferno

O que me conforta
É saber que não
Se sabe
O que vem depois da morte,
Que é tudo um mistério.


Quem sabe um paraíso,
Verde, sem ter nada
Pra fazer.
Torturando
Todos vocês.


Ou então um inferno convencional,
Bem quente
Sem direito a ar condicionado para amenizar
A agonia.


E as chamas do ócio e do ódio
Consumindo
A vocês todos.


O que me conforta
É que vou sair desse inferno ou paraíso,
Logo, logo
E deixar todos vocês
Vivendo seja num inferno de chamas
Ou num paraíso ocioso.


O que me inporta é ver
Todos vocês vivendo
Um inferno!