27 de dez. de 2009

Um par de Dados

Ter filhos e não ter é uma questão de opção, ou não?
Sobreviver não.
Chupeta com mel
Leite na mamadeira
Tudo isso é opção.


Pensar, respirar no entanto, não.


Logo me pergunto, porque não sentimos vontade de sobreviver,
Se sentimos vontade de ter.


Penso e repenso e chego a um lugar qualquer
Onde não há perguntas, nem respostas,
Bicos ou mamadeiras,

Cérebros ou oxigênio.

Chego a um lugar inóspito onde só existe um par de dados
A espera de que o jogo comece.

23 de dez. de 2009

Cineastas, para que?

Por que existem cineastas?
Por que cineastas existem?
E quem foi o filho da mãe que inventou a televisão?
E para que servem as lágrimas e uma madrugada?


E as músicas tocadas,
As falas faladas.


Para que existe universo?
Qual a importância da Terra?
Para que o ser humano existe?
E o cérebro? O sentimento?
E o pensamento?


Para que existimos se não existimos em nossos pensamento.
Para que possamos escrever coisas
Que quando cessar o fogo da batalha dos sentimento
Constatemos que tudo isso é uma grande besteira.

3 de dez. de 2009

(In)Felicidade

Não há quem me segure,
Não há quem me faça fingir,
Que sou feliz aqui, 
Se nem isso sou.
Não há quem me diga onde você está
E como chegar.
Onde você está felicidade?
Se é que existe.